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09 de fevereiro de 2010
Por: Jonas Gonçalves
Fotos: Divulgação
3/12/2008

Jonas Gonçalves - É boa para você



“Coisas boas vão para os que esperam” (um dos slogans da cerveja Guinness), escrito na bolacha do chope da marca irlandesa, é refletido diretamente no “pint” (copo especial)

Na definição do publicitário Kevin Roberts, a cerveja Guinness seria uma “lovemark”, ou seja, uma daquelas marcas inesquecíveis, que além de serem referências em seus respectivos segmentos, também são merecedoras de afeto e fidelidade além da razão por parte dos consumidores.

Não é exagero afirmar, portanto, que a stout irlandesa, cuja fabricante foi fundada no ano de 1759 em Dublin por Arthur Guinness (1725-1803), é um dos produtos mais representativos da História Contemporânea.

A Cervejaria Guinness (pertencente ao conglomerado Diageo, dona de marcas como Johnnie Walker e Smirnoff), a sexta maior do mundo, tem na sua sede, a Guinness Storehouse, todo o arsenal histórico da trajetória de seu principal produto, desde a fórmula (malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura) até a relação com a história do próprio país de origem.

A “irish culture” se espalhou ao redor do mundo por meio dos bares conhecidos como “pubs”, que tem na Guinness o seu principal chamariz. Um símbolo que leva a todos que a conhecem um pouco da atmosfera daquela ilha localizada ao lado da Inglaterra, a grande inimiga irlandesa durante séculos de divisões políticas e religiosas em meio a terríveis conflitos (é só ouvir “Sunday Bloody Sunday”, da também irlandesa banda U2, para saber um pouco mais a respeito).

Alguns dos pubs mais conhecidos do Brasil estão em São Paulo, como Finnegan’s, O’Malley’s e All Black.

Em 2009, a Guinness completa 250 anos de existência. Diariamente, são consumidos 10 milhões de “pints” (nome dado ao copo especial para tomá-la) ao redor do planeta. De cor preta, é facilmente identificável pelo símbolo da harpa dourada (adotado desde 1862), por ser bastante encorpada e ter um sabor amargo e marcante. O seu chope também é bastante apreciado nos pubs. É uma cerveja recomendável para dias mais frios.

Por questões culturais, é diretamente associada ao Dia de São Patrício (St. Patrick’s Day - comemorado todos os anos em 17 de março), a ocasiões como partidas de rugby (na Nova Zelândia, por exemplo, é bebida obrigatória durante as partidas do “All Blacks”) e também a diversos tipos de comemorações.

Em tempo: o Guinness World Records, o conhecido livro anual de recordes, foi lançado em 1955 por meio de uma idéia do então diretor administrativo da cervejaria, Sir Hugh Beaver (1890-1967). É o livro com direitos autorais mais vendido de todos os tempos, com mais de 100 milhões de exemplares escritos em 37 idiomas e comercializados em 100 países

Esta foi a estréia da coluna “Saideira”, com histórias relacionadas à boemia mundial. Este será o nosso ponto de encontro na revista Boemia. Boa leitura e um brinde!



Jonas Gonçalves
, araraquarense, tem 26 anos, é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, apaixonado por cervejas e editor do jornal Folha da Cidade.
http://jonasgoncalves.wordpress.com